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Vida Mais Saudável – Reduzindo O Colesterol

O QUE SÃO O COLESTEROL BOM, O RUIM E OS TRIGLICERÍDEOS
LDL-C (lipoproteína de baixa densidade): é o colesterol “ruim”, que pode aderir às paredes das artérias, dificultando a passagem do sangue. Quanto mais elevado o seu nível no sangue, mais elevado é o risco de doença cardíaca.

HDL-C (lipoproteína de alta densidade): é o colesterol “bom” porque ajuda a remover o excesso de colesterol ruim do sangue. Por isso, é importante manter elevadas as taxas de HDL-C.

Triglicerídeos: são gorduras que se elevam no sangue após a ingestão de alimentos gordurosos. Níveis altos de triglicerídeos e LDL-C podem aumentar o risco de doença cardíaca.

POR QUE CONTROLAR O COLESTEROL
É importante controlar porque taxas elevadas de colesterol no sangue propiciam a formação de placas nas paredes das artérias, doença conhecida como ateroesclerose, e aumentam o risco de doença coronariana e acidente vascular cerebral (derrame).

ADOTE UM ESTILO DE VIDA SAUDÁVEL
A atividade física regular pode elevar os níveis de HDL-C (colesterol “bom”) e ajuda a reduzir os de LDL-C (colesterol “ruim”). O exercício pode também ajudar a reduzir outros fatores de risco, como pressão arterial elevada e obesidade. Consulte sempre seu médico para saber qual o melhor tipo de exercício físico para as suas necessidades. Se for fumante, abandone imediatamente o cigarro.

Coma à vontade verduras, legumes e frutas frescas. Consuma moderadamente grãos integrais (feijão, ervilha, lentilha) cereais, massas e pães.

SIGA UMA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL
– Consuma moderadamente carnes e derivados de leite integral.
– Troque as carnes vermelhas por peixes ou frango sem pele. Use derivados de leite desnatados ou pobres em gordura.
– Diversos pratos podem ser preparados com um mínimo de gordura.
– Em vez de fritar os alimentos, prepare-os em microondas ou vapor, faça-os refogados, grelhados, poché ou cozidos em fogo lento.
– Refogue os alimentos com pouco óleo ou caldo não-gorduroso.
– Tire a gordura e a pele de carnes e frangos.
– Doure a carne e drene a gordura antes de adicionar outros ingredientes.
– Use limão ou ervas para dar sabor aos alimentos.
– Atenção: creme de leite, chocolates, sorvete à base de leite, presunto e demais embutidos devem ser evitados.

PREFIRA:
* Carnes magras, aves sem pele e peixes;
* Leite e iogurte desnatado, queijo branco e ricota;
* Claras de ovos;
* Óleo de milho, oliva, canola, girassol ou soja;
* Pães, biscoitos de água e sal, farelo de aveia, lentilha, grão-de-bico, soja, ervilhas secas, feijão, espaguete, talharim e batatas cozidas simples;
* Frutas e vegetais frescos;
* Picolés e sucos de frutas, barras de cereais, geléia de baixa caloria, pipoca.

DICA:
Evite o consumo exagerado de café e chá-mate, substituindo-os por chás de frutas ou de ervas.

Fonte: Adaptado para Clínica Millenarium

Obesidade Mórbida

O QUE É OBESIDADE MÓRBIDA?

– Importante problema de saúde pública, afetando um número crescente de pessoas, trazendo para elas graves problemas sociais e de saúde.
* Nos EUA: 25% têm mais de 20% do peso ideal
5% homens e 7% mulheres são obesos mórbidos

– Índice de Massa Corporal (IMC) = IMC = peso (kg) / [altura (m)]2

IMC (kg/m2) Nomenclatura
Até 20 Magro
20 – 24 Eutrófico – peso normal
25 – 29 Sobrepeso
30 – 35 Obesidade leve – grau I
35 – 40 Obesidade moderada – grau II
40 – 49 Obesidade severa – grau III (mórbida)
50 ou mais Super obesidade (mórbida grave)

QUAIS AS CONSEQÜÊNCIAS DA OBESIDADE MÓRBIDA?
– O aumento no IMC aumenta o índice de doenças associadas a obesidade.
– Pessoas com IMC superior a 35 são mais sujeitas a:
– doenças cardíacas e vasculares (coronariopatias, infarto e hipertensão arterial)
– diabete (“açúcar no sangue”)
– insuficiência pulmonar (“falta de ar”)
– distúrbios metabólicos (hiperlipidemia)
– doenças da vesícula biliar (cálculos)
– doenças que afetam as articulações (osteoartrose degenerativa)
– distúrbios da menstruação (parada ou para mais)
– aumento do risco de desenvolver câncer (endométrio, mama, intestino, próstata)
– problemas psicológicos com desajustes sociais e familiares

COMO SE TRATA A OBESIDADE?
– Obesidade leve (grau I) e moderada (grau II): passíveis de tratamento não cirúrgico (dietético, fisioterápico e psicológico).
– Obesidade mórbida (grau III) ou pessoas super obesas: além dessas medidas acima, cirurgia bariátrica.

QUAL É O OBJETIVO DO TRATAMENTO CIRÚRGICO DA OBESIDADE MÓRBIDA?
– Reduzir o peso a níveis nos quais os riscos da obesidade se tornem aceitáveis e a mortalidade seja próxima à da população não obesa.
– Peso de no máximo 30% acima do peso ideal, ou seja, IMC inferior a 35.

EM QUE CASOS A CIRURGIA PARA OBESIDADE ESTÁ INDICADA?
– Peso corporal 45 kg acima do peso ideal (IMC superior a 40)
– IMC entre 35 e 40, na presença de outras patologias associadas que podem melhorar com a perda de peso (DM, HAS, apnéia do sono e artrites)
– Obesidade estável por mais de 5 anos
– Insucesso da dieta ou terapia farmacológica por mais de 1 ano
– Ausência de causas endocrinológicas de obesidade (tireóide, p. ex.)
– Compreensão do procedimento e aceitação pelo paciente
– Sem alcoolismo ou drogadição
– Risco operatório aceitável

EM QUE CASOS A CIRURGIA PARA OBESIDADE ESTÁ CONTRA-INDICADA?
– Quando o paciente tem dúvidas quanto às modificações que a redução de peso trará em sua vida. Nesse sentido, o indivíduo é soberano em sua decisão em não realizar a cirurgia.
– Em pacientes obesos alcoolistas (especialmente se o paciente já for portador de cirrose hepática), nos usuários de drogas e naqueles com distúrbios psiquiátricos.

AVALIAÇÃO PRÉ-OPERATÓRIA
– Qualquer procedimento cirúrgico necessita antes de uma avaliação clínica pré-operatória. Na cirurgia para a obesidade mórbida, esta avaliação é especialmente importante pela freqüência aumentada de doenças associadas a esta condição.
– Detectar as doenças (já citadas antes) que podem ser fatores de complicação para o ato cirúrgico e anestésico.
– Há um enfoque especial sobre o coração e os pulmões. A identificação e tratamento destas doenças é importante para a redução das complicações cirúrgicas.
– Estimular o paciente a perder peso antes da cirurgia (o ideal é a redução de 10% do peso antes da cirurgia)

Todos estes parâmetros clínicos encontrados possibilitam ao médico estabelecer o chamado “risco cirúrgico”. Esta classificação dará ao cirurgião e anestesista perfeita noção da condição pré-operatória do paciente. Como a cirurgia para a obesidade mórbida é eletiva, ou seja, não se trata de uma emergência médica, esta avaliação deve ser realizada entre 2 a 12 semanas antes da cirurgia.

EXAMES PRÉ-OPERATÓRIOS:
– LABORATORIAIS:
Hemograma completo
Grupo sangüíneo e fator Rh
Plaquetas
T3, T4 e TSH
Tempo de protrombina (TP)
Exame comum de urina (EQU)
Tempo de tromboplastina parcial
Sódio
Potássio
Cálcio
Uréia
Creatinina
Glicemia de jejum
Colesterol total e frações
Triglicerídeos
Ácido úrico
Proteínas totais e frações
Transaminases
Gama GT
Fosfatase alcalina
Perfil completo para hepatite
Amilase

– RADIOLÓGICOS:
Raio X do tórax (póstero-anterior e perfil)
Ultrassonografia abdominal total (ecografia)
Tomografia computadorizada da abdômen (se necessário e conforme limitação do aparelho)

– OUTROS EXAMES:
Eletrocardiograma em repouso
Ergometria (se necessário)
Prova de função pulmonar (espirometria)
Endoscopia digestiva alta com pesquisa de Helicobacter pylori

COMO É A CIRURGIA PARA OBESIDADE MÓRBIDA?
– Há várias técnicas para a realização de cirurgia para obesidade.
– Optamos pela realização de operação restritiva gástrica associada a um bypass intestinal (gastroplastia vertical anular com bypass gástrico em Y de Roux – Cirurgia de Capella) também conhecida como “operação com grampeamentro do estômago”.
– A perda do peso após uma cirurgia restritiva baseia-se no princípio de limitar o paciente a ingerir uma pequena porção do alimento por produzir saciedade precoce através da distensão da bolsa diminuta ou vômitos se for ingerida uma quantidade excessiva de alimentos.
– A Síndrome de Dumping (mal estar geral com tontura, queda da pressão arterial e diarréia) ocorre após o bypass gástrico na maioria dos pacientes que abusam do uso de alimentos calóricos (pudins, sundaes, milk-shake, leite condensado, sorvete, etc.). Dessa forma, a perda de peso é aumentada se forem evitados estes alimentos.

COMO É O PÓS-OPERATÓRIO (P.O.)?
– O P.O. imediato é realizado preferencialmente em unidade de terapia intensiva (UTI) durante 24 a 48 horas. Posteriormente, o paciente é encaminhado à unidade de internação onde permanece por mais 2 ou 3 dias.
– É necessário que o obeso tenha plena consciência que seu tratamento não se encerra na alta hospitalar, mas que necessitará submeter-se a regras de comportamento que lhe assegurem o melhor resultado possível. Para isso, contará com o apoio e intervenção sempre que necessário da equipe multidisciplinar (cirurgião, psicólogo/psiquiatra, nutricionista, endocrinologista, fisioterapeuta, enfermeiro, assistente social).
– A revisão pós-operatória no consultório do cirurgião é entre o 7.º e 10.º dia de pós-operatório. Após, com 1, 2 e 3 meses e após de 3 em 3 meses.
– Revisão semanal nos primeiros dois meses com nutricionista e após mensalmente, e conforme necessidade com psiquiatra e endocrinologista.

ORIENTAÇÕES NO PÓS-OPERATÓRIO (em casa, nos 30 primeiros dias depois da cirurgia)

O QUE O PACIENTE PODE COMER E BEBER NO 1.º MÊS APÓS A CIRURGIA?
– Orientação e acompanhamento pela nutricionista: caldos (legumes, carne magra, frango sem pele e peixe. Utilizar sempre produtos naturais e não enlatados ou conservas. Não utilizar sopas prontas. Cozinhar os ingredientes e passá-los na peneira. Ingerir somente o caldo coado. Evitar o uso do liquidificador. Não utilizar cereais como feijão, lentilha, ervilha, grão de bico, arroz. Não fazer jamais sopa tipo creme.
– Pode tomar água sem gás, chás adoçados com adoçantes. Nunca utilizar açúcar. Não ingerir qualquer tipo de bebida ou alimento com álcool. Pode tomar água de côco ou Gatorade® de sabor preferido. Gelatinas somente dietéticas.

QUANTO O PACIENTE PODE INGERIR?
– Pode ingerir 100 ml de líquidos de 2 em 2 horas nos primeiros 10 dias de pós-operatório; 200 ml de 2/2 horas entre 11.º e 20.º dia e 300 ml de 2/2 horas entre 21.º e 30.º dia. Isto deixará o paciente suficientemente hidratado.

O QUE ESTÁ PROIBIDO?
– Alimentos calóricos (pudins, sorvetes, milk-shake, leite condensado, sundae) porque causarão tontura e mal estar. Podem causar diarréia e queda da pressão arterial, além de dificultar a perda do peso.
– É proibido no 1.º mês, sob qualquer hipótese, a ingestão de qualquer tipo de alimento sólido, pois pode “entupir” ou romper o novo tubo gástrico, colocando em risco a vida do paciente.

Fonte: Adaptado para Clínica Millenarium

Hepatite C

Segundo estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS), existem 170 milhões de pessoas contaminadas no mundo pelo vírus da hepatite C. No Brasil são, aproximadamente, 2 milhões. A hepatite C tem evolução lenta e silenciosa e é um dos grandes problemas de saúde pública atual.

Principais vias de transmissão:

– Transfusão de sangue (principalmente antes de 1992) e derivados de sangue;
– Trans-plante de órgão e tecidos;
– Através de agulhas, seringas ou ferimentos;
– Usuários de drogas injetáveis ou aspiradas;
– Hemodiálise;
– Tatuagens e piercings, entre outras.

Sintomas:

Na fase aguda da infecção os sintomas são leves ou ausentes, por isso ela raramente é diagnosticada nesse período.

Os sintomas de infecção crônica também são leves, pelo menos no início. Desta maneira, é comum o portador conviver vários anos com a doença sem saber que a possui. Nos casos em que o portador apresenta sintomas, esses podem ser síndrome gripal, fadiga, falta de apetite, náuseas, vômitos, febre e dores abdominais leves.

Diagnóstico:

O diagnóstico é feito através de exames de sangue específicos. O teste de triagem é o anti-HCV e o confirmatório é um teste virológico que usa a tecnologia do PCR. Quanto mais precocemente detectada a hepatite C, maiores são as chances de cura para o paciente. Converse com o seu médico sobre o teste.

Tratamento:

O tratamento da hepatite C evoluiu nos últimos anos com o desenvolvimento de novas drogas que aumentaram muito as chances de cura dos pacientes. Usa-se normalmente associação de intereferon e ribavirina nos caos de genótipos 2 e 3. No genótipo 1 pode-se usar uma nova geração de interferons peguilados também associado a ribavirina.

O que significa?

Através da peguilação (processo de adição de uma molécula de polietilenoglicol (PEG) ao interferon) foram sintetizados interferons peguilados de diferentes tamanhos e o que apresentou os melhores resultados nos estudos foi o o interferon peguilado com uma molécula maior de PEG.

O PEG envolve a molécula de interferon, fazendo com que o organismo não reconheça o interferon como agente estranho, tornando o processo mais lento, fazendo com que o interferon permaneça mais tempo em contato com o vírus.

Quais as vantagens?
– Ação mais eficaz na redução da multiplicação do vírus;
– Mais bem tolerado (menos efeitos colaterais);
– Dose única semanal (produto pronto para o uso).

É importante aprender e estar informado sobre a Hepatite C, sua evolução, diagnóstico, tratamento (e seus efeitos adversos) e possibilidade de cura. Quando houver qualquer dúvida, converse com seu médico. Decida junto as especialista o melhor caminho para tratar a hepatite C.

Não há vacina para a hepatite C, mas há chance de cura. Para maiores informações, consulte o site: www.hepatite.com.br

Fonte: Adaptado para Clínica Millenarium

Gastrite

A gastrite é uma inflamação da mucosa gástrica (camada interna que reveste o estômago), que pode ser desencadeada por diversas razões: irritação a agentes químicos, alimentos, uso de certos medicamentos, agentes infecciosos (bactérias) ou fatores psicológicos. Entre os principais sintomas estão a dor, mal-estar, azia, náuseas e vômitos. Podem ocorrer crises após ingestão de certos alimentos para os quais o indivíduo tem maior sensibilidade, após comer muito rapidamente, após emoções fortes, ou quando o indivíduo está sob forte stress, cansaço, sobrecarregado. Excesso de álcool, fumo ou alimentos muito condimentados também podem desencadear crises de gastrite.

Você deverá, dentro do possível, evitar:

– Gorduras e frituras em geral;
– Embutidos, tais como lingüiça, paio, salsicha, presunto, mortadela, bacon ou patês;
– Alimentos gordurosos, como queijos amarelos;
– Carne de porco, carnes gordas;
– Feijão, lentilha, grão-de-bico e outras leguminosas;
– Legumes e raízes de difícil digestão, tais como pepino, tomate, pimentão, nabo, rabanete;
– Verduras que fermentam, tais como brócolis, repolho, couve, couve-flor;
– Alimentos enlatados e em conserva; prefira alimentos frescos;
– Frutas ácidas: laranja, limão, morango, maracujá, acerola, abacaxi, pêssego, kiwi;
– Temperos: vinagre, pimenta (qualquer tipo), shoyu, molho inglês, molhos ou extrato de tomate, molhos industrializados, ketchup, mostarda, caldos em tablete, maioneses temperadas, picles;
– Qualquer comida muito condimentada;
– Doces industrializados: goiabada, marmelada, doce de leite, cocada, pé-de-moleque, geléia, compotas;
– Biscoitos recheados, chocolate em barra (de qualquer tipo);
– Frutas secas: uvas passas, banana-passa, damasco seco, ameixa seca;
– Frutas cristalizadas: laranja, figo, abacaxi, mamão, etc.;
– Frutas oleaginosas: coco, nozes, amêndoas, castanha de caju, avelãs, castanha do Pará, pistache, amendoim;
– Café, chá preto, chá mate e chocolate (bebida);
– Bebidas alcoólicas e gasosas (água com gás, refrigerante).

Estes alimentos você pode consumir, mas sempre com moderação (sem excessos):

– Leite (de preferência desnatado), queijo fresco, ricota;
– Chá de camomila, erva-doce, capim-cidreira, melissa, espinheira santa;
– Sopas magras;
– Carnes magras, de frango ou vaca, cozidas, ensopadas, assadas ou grelhadas;
– Ovos cozidos ou pochê;
– Verduras e legumes bem cozidos, excetuando-se os mencionados antes;
– Frutas frescas, com exceção das mencionadas anteriormente;
– Pães brancos, bolachas maizena e água e sal;
– Arroz, macarrão;
– Batata, mandioca, mandioquinha cozidas.

Lembre-se:
1) Sempre que possível, procure não ficar mais de 3 horas sem se alimentar;
2) Mantenha uma disciplina quanto aos horários de suas refeições;
3) Mastigue muito bem os alimentos, pois a digestão começa na boca;
4) Siga sempre as orientações do seu médico.

Fonte: Adaptado para Clínica Millenarium

Disfunção Erétil

Disfunção erétil é a incapacidade persistente em obter e/ou manter uma ereção adequada para a atividade sexual satisfatória. Embora anteriormente chamada de “impotência”, disfunção erétil é considerado um termo mais apropriado devido às conotações negativas que algumas pessoas associam à palavra “impotência”. A disfunção erétil é uma condição tratável na maioria dos homens que a têm. Apesar de não ser uma condição ameaçadora à vida, mesmo quando grave, pode determinar impacto significativo na auto-imagem de um homem e no relacionamento de um casal.
A freqüência com que a doença ocorre é maior em pacientes idosos, fumantes, alcoolistas e com doença crônicas como diabete, hipertensão arterial e aterosclerose. Ocorre também nos traumatismos locais dos genitais, falta de hormônios e também como resposta à ansiedade e estresse psicológico.

O tratamento da disfunção erétil é baseado praticamente em diagnosticar o grau do problema e afastar causas hormonais e psicológicas. Na grande maioria das vezes o tratamento não está direcionado para a causa básica, mas sim para mecanismos voltados para o acúmulo e contenção de sangue no interior dos corpos cavernosos do pênis, que são as estruturas anatômicas responsáveis pela ereção.

O tratamento ideal seria aquele de fácil administração, altamente eficaz, com ereções o mais próximo do normal, de baixo custo, ausência de efeitos colaterais, que proporcione o sexo de forma mais natural possível e que resolva o problema de forma definitiva. Até o presente, este medicamento não existe, no entanto, os meios terapêuticos vêm se aproximando cada vez mais do esperado. Várias classes de remédios estão disponíveis no mercado, sendo que os últimos lançamentos comerciais com boa resposta são responsáveis por uma revolução no tratamento da disfunção erétil e nos rumos da sexualidade humana.

Dentre estes medicamentos destacam-se os inibidores da enzima fosfodiesterase tipo 5 (dos famosos Cialis, Levitra e Viagra). A grande vantagem desta classe de medicamentos é que a administração é oral e somente no momento das relações sexuais. Seu mecanismo de funcionamento é dependente da excitação sexual, pois ele age no mecanismo normal da ereção. Estes impedem que as substâncias liberadas no pênis, durante a fase de excitação sexual, não sejam destruídas tão cedo, permanecendo ativas por mais tempo e em maior quantidade, melhorando a qualidade da ereção.

Existem diferentes características entre os três produtos, como o tempo de início de ação, o tempo de duração do efeito e a possibilidade de utilização concomitante com alimentos e bebidas alcoólicas. As contra-indicações são para pacientes que utilizam nitratos para tratamento de doenças isquêmicas do coração e pacientes com hipersensibilidade conhecida a estas medicações. Cabe ao paciente e seu médico a opção entre uma ou outra droga, de acordo com as necessidades individuais.

Outra forma de tratamento são as substâncias injetadas diretamente no pênis pelo próprio paciente. Esta é a opção quando as medicações por via oral não surtem o efeito desejado. As taxas de sucesso com esta modalidade de tratamento variam de 65 a 85%, mas os índices de abandono ao tratamento chegam a 60% por vários motivos: temor da injeção, perda da parceira, retorno às ereções espontâneas e complicações do método, como as ereções prolongadas.
Depois de esgotadas todas as alternativas terapêuticas e não se obtendo sucesso, seja por falha do método em obter ereção ou porque o paciente não se adaptou às terapias instituídas, propõe-se o tratamento através da colocação cirúrgica de próteses penianas, lembrando aos pacientes que este é o último recurso terapêutico.

Portanto, hoje, a disfunção erétil tem tratamento. Cabe ao médico diagnosticar a causa e orientar o paciente na escolha da melhor terapia, bem como acompanhar a adaptação do paciente ao método.

Fonte: Dr. Ricardo A. Zordan

Asma

A asma brônquica é uma doença pulmonar freqüente e que está aumentando em todo o mundo. Esta doença se caracteriza pela inflamação crônica das vias aéreas, que determina o seu estreitamento, causando dificuldade respiratória.

Este estreitamento é reversível e pode ocorrer em decorrência da exposição a diferentes fatores desencadeantes (“gatilhos”). Esta obstrução à passagem de ar pode ser revertida espontaneamente ou com uso de medicações.

As vias aéreas são tubos que dão passagem ao ar. Elas iniciam no nariz, continuam como nasofaringe e laringe ( cordas vocais ) e, no pescoço, tornam-se um tubo largo e único chamado traquéia.

Já no tórax, a traquéia divide-se em dois tubos ( brônquios ), direito e esquerdo, levando o ar para os respectivos pulmões. Dentro dos pulmões, os brônquios vão se ramificando e tornando-se cada vez menores, espalhando o ar.

Como se desenvolve?

As pessoas asmáticas reagem demais e facilmente ao contato com determinado “gatilho” (estímulo). Dentre estes, os mais comuns são:

· alterações climáticas,
· contato com poeiras,
· mofo,
· cheiros fortes,
· pêlos de animais,
· gripes ou resfriados,
· fumaça,
· ingestão de alguns alimentos ou
· medicamentos.

A mucosa brônquica, que é o revestimento interno das vias aéreas, está constantemente inflamada por causa da hiper-reatividade brônquica (sensibilidade aumentada dos brônquios).

Nas crises de asma, esta hiper-reatividade brônquica aumenta ainda mais e determina o estreitamento das vias aéreas. Este fenômeno leva à tosse, chiado no peito e falta de ar.

Os mecanismos que causam a asma são complexos e variam entre a população. Nem toda pessoa com alergia tem asma e nem todos casos de asma podem ser explicados pela resposta alérgica do organismo a determinados estímulos.

De qualquer forma, cerca de um terço de todos asmáticos possui um familiar (pais, avós, irmãos ou filhos) com asma ou com outra doença alérgica.
Alguns asmáticos tem como “gatilho” o exercício. Ao se exercitarem, entram numa crise asmática com tosse, chiado no peito (sibilância) ou encurtamento da respiração.

A asma brônquica pode iniciar em qualquer etapa da vida.
Na maioria das vezes, inicia na infância e poderá ou não durar por toda a vida.

O que se sente?

Caracteristicamente, nesta doença os sintomas aparecem de forma cíclica, com períodos de piora.

Dentre os sinais e sintomas principais, estão:

· tosse – que pode ou não estar acompanhada de alguma expectoração (catarro). Na maioria das vezes não tem expectoração ou, se tem, é transparente e pegajosa como uma clara de ovo
· falta de ar
· chiado no peito (sibilância)
· dor ou “aperto” no peito

Estes sintomas podem aparecer a qualquer momento do dia, mas tendem a predominar pela manhã ou à noite.

A asma é a principal causa de tosse crônica em crianças e está entre as principais causas de tosse crônica em adultos.

Como o médico faz o diagnóstico?

O diagnóstico é feito baseado nos sinais e sintomas que surgem de maneira repetida e que são referidos pelo paciente.

No exame físico, o médico poderá constatar a sibilância nos pulmões principalmente nas exacerbações da doença. Contudo, nem toda sibilância é devido à asma, podendo também ser causada por outras doenças. Todavia, nos indivíduos que estão fora de crise, o exame físico poderá ser completamente normal.

Existem exames complementares que podem auxiliar o médico. Dentre eles, estão:

· radiografia do tórax,
· exames de sangue e de pele (para constatar se o paciente é alérgico) e a
· espirometria –identifica e quantifica a obstrução ao fluxo de ar.

O asmático também poderá ter em casa um aparelho que mede o pico de fluxo de ar, importante para monitorar o curso da doença. Nas exacerbações da asma, o pico de fluxo se reduz.

Como se trata?

Para se tratar a asma, a pessoa deve ter certos cuidados com o ambiente, principalmente na sua casa e no trabalho. Junto, deverá usar medicações e manter consultas médicas regulares.

Duas classes de medicamentos tem sido utilizadas para tratar a asma:

Broncodilatadores

Todo asmático deverá utilizar um broncodilatador. É um medicamento, como o próprio nome diz, que dilata os brônquios (vias aéreas) quando o asmático está com falta de ar, chiado no peito ou crise de tosse. Existem broncodilatadores chamados beta2-agonistas – uns tem efeito curto e outros tem efeito prolongado (que dura até 12h). Os de efeito curto costumam ser utilizados conforme a necessidade. Se a pessoa está bem, sem sintomas, não precisará utilizá-los. Já aqueles de efeito prolongado, costumam ser utilizados continuamente, a cada 12 horas, e são indicados para casos específicos de asma. Além dos beta2-agonistas, outros broncodilatadores, como teofilinas e anticolinérgicos, podem ser usados.

Antiinflamatórios

Os corticóides inalatórios são, atualmente, a melhor conduta para combater a inflamação, sendo utilizados em quase todos os asmáticos. Só não são usados pelos pacientes com asma leve intermitente (que têm sintomas esporádicos). Tais medicamentos são utilizados com o intuito prevenir as exacerbações da doença ou, pelo menos, minimizá-las e aumentar o tempo livre da doença entre uma crise e outra. Os anti-inflamatórios devem ser utilizados de maneira contínua (todos os dias), já que combatem a inflamação crônica da mucosa brônquica, que é o substrato para os acontecimentos subseqüentes.

Existem outras possibilidades de tratamento, como o cromoglicato de sódio (bastante utilizado em crianças pequenas), o nedocromil, o cetotifeno e os anti-leucotrienos. Este último é relativamente novo e pode ser usado em casos específicos de asma ou associado aos corticóides.
Tanto os broncodilatadores quanto os anti-inflamatórios podem ser usados de várias formas:

· por nebulização,
· nebulímetro (“spray” ou “bombinha”),
· comprimido ou xarope

Os médicos dão preferência ao uso das medicações por nebulização, nebulímetro ou inaladores de pó seco por serem mais eficazes e causarem menos efeitos indesejáveis.

Como se previne?

Como prevenção de crises de asma, o asmático poderá usar os corticóides, os beta2-agonistas de longa duração e os anti-leucotrienos, além de ter um bom controle ambiental, evitando exposição aos “gatilhos” da crise asmática.
Não há como prevenir a existência da doença, mas sim as suas exacerbações e seus sintomas diários.

Dr. Márcio Ataíde Lança
Pneumologista
CREMERS 22.013

Fonte: Dr. Márcio Ataíde Lança

Câncer de Mama

O câncer de mama devido à sua alta freqüência é provavelmente a doença mais temida pelas mulheres, e sobretudo pelos seus efeitos psicológicos, que afetam a percepção da sexualidade e a própria imagem pessoal. Ele é relativamente raro antes dos 35 anos de idade, mas acima desta faixa etária sua incidência é elevada.
Este tipo de câncer é uma das principais causas de morte em mulheres ocidentais. As estatísticas indicam o aumento de sua freqüência tantos nos países desenvolvidos quanto nos países em desenvolvimento. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), nas décadas de 60 e 70 registrou-se um aumento de 10 vezes nas taxas de novos casos ajustadas por idade nos Registros de Câncer de Base Populacional de diversos continentes.
No Brasil, o câncer de mama é o que mais causa mortes entre as mulheres. De acordo com as Estimativas de Incidência de Câncer no Brasil para 2006, o câncer de mama será o segundo mais incidente, com 48.930 casos.

Sintomas
Os sintomas do câncer de mama palpável são o nódulo ou tumor no seio, acompanhado ou não de dor mamária. Podem surgir alterações na pele que recobre a mama, como abaulamentos ou retrações ou um aspecto semelhante a casca de uma laranja. Podem também surgir nódulos palpáveis na axila.

Estima-se que desde a primeira divisão celular alterada até um nódulo palpável de um centímetro, que corresponde a um bilhão de células tumorais, exista um intervalo aproximado de 10 anos. Neste intervalo, o melhor método com ação comprovadamente eficiente como controle, é a mamografia.

Fatores de Risco
História familiar é um importante fator de risco para o câncer de mama, especialmente se um ou mais parentes de primeiro grau (mãe ou irmã) foram acometidas antes dos 50 anos de idade. Entretanto, o câncer de mama de caráter familiar corresponde a aproximadamente 10% do total de casos de cânceres de mama. A idade constitui um outro importante fator de risco, havendo uma elevação da incidência com o aumento da idade. A menarca precoce (idade da primeira menstruação), a menopausa tardia (instalada após os 50 anos de idade), a ocorrência da primeira gravidez após os 30 anos e a nuliparidade (não ter tido filhos), constituem também fatores de risco para o câncer de mama.
Ainda é controvertida a associação do uso de contraceptivos orais com o aumento do risco para o câncer de mama.
A ingestão regular de álcool, mesmo que em quantidade moderada, é identificada como fator de risco para o câncer de mama;
A exposição a radiações ionizantes em idade inferior a 35 anos também é fator de risco

Deve-se evitar obesidade, sedentarismo e alimentos gordurosos.

Detecção Precoce
As formas mais eficazes para detecção precoce do câncer de mama são o exame clínico da mama e a mamografia.

O Exame Clínico das Mamas
Quando realizado por um médico ou enfermeira treinados, o exame clínico pode detectar tumor de até 1 (um) centímetro, se superficial.

O Auto Exame
Exame que é realizado pela própria paciente mensalmente após a menstruação ou se estiver na menopausa escolhendo um dia do mês. Através dele é possível identificar nódulos a partir de dois e três centímetros de diâmetro, devendo ser sempre praticado.

COMO FAZER O AUTO-EXAME?

1. Em pé, em frente ao espelho.
Observe o bico dos seios, a superfície e o contorno das mamas.

2. Em pé, em frente ao espelho, levante os braços.
Observe se com o movimento aparecem alterações de contorno e superfície das mamas.

3. Deitada, a mão direita apalpa a mama esquerda.
Faça movimentos circulares suaves apertando levemente com as pontas dos dedos.

4. Deitada, a mão esquerda apalpa a mama direita.
Repita deste lado movimentos circulares apertando levemente com as pontas dos dedos.

A Mamografia
A mamografia é a radiografia da mama que permite a detecção precoce do câncer, por ser capaz de mostrar lesões em fase inicial, muito pequenas (de milímetros).
É realizada em um aparelho de raio X apropriado, chamado mamógrafo. Nele, a mama é comprimida de forma a fornecer melhores imagens, e, portanto, melhor capacidade de diagnóstico. O desconforto provocado, na maioria das mulheres, é em geral discreto e suportável.

A capacidade de detectar alguma alteração varia de 46% a 88% e depende de fatores tais como: tamanho e localização da lesão, densidade do tecido mamário (mulheres mais jovens apresentam mamas mais densas), qualidade dos recursos técnicos e habilidade de interpretação do radiologista.

A Partir de Quando Iniciar a Mamografia

A orientação atual, segundo a (SBM) Sociedade Brasileira de Mastologia e a OMS(Organização Mundial da Saúde), que deve ser seguida em condições ideais de recursos para a assistência à saúde, é a mamografia anual a partir dos 40 anos de idade e uma de base aos 35 anos. Já a orientação do INCA(Instituto Nacional do Câncer) é de que seja realizada anualmente a partir dos 50 anos.
Na fase pré-clínica de neoplasia, ou seja, antes que o tumor seja palpável, porém detectado pela mamografia, as taxas de cura são de quase 100%, e essa deve ser a motivação maior para estimular as mulheres a fazer uma mamografia de rotina.

Resumindo:
Se tiver alguma dúvida em relação ao assunto você pode procurar um Mastologista que é o médico especialista em doenças da mama.